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Instalação do Arch Linux
Introdução
Arch Linux é incrível. De acordo com seu site oficial, ele é uma "distribuição simples e leve". Ele realmente é simples e leve, mas é ainda mais poderoso e flexível. Entretanto, seu poder e flexibilidade têm um preço: o processo de instalação não é tão direto. Enquanto outras distribuições, como Ubuntu e Fedora, oferecem um ambiente simples, intuitivo e gráfico para a instalação, Arch Linux confia nas habilidades do usuário com a linha de comando por todo o processo. A parte boa de se envolver na instalação e configuração desta poderosa e flexível distribuição é que o usuário normalmente começa a ter um entendimento incrivelmente melhor de como o Linux funciona. Esta série de tutoriais pretende tornar a instalação fácil e produtiva.
Baixando a imagem ISO e preparando o pendrive inicializável
A imagem ISO pode ser obtida de https://archlinux.org/download/. Depois de baixar e nomear o arquivo ISO como arch.iso, é hora de copiá-lo para o pendrive. Para isso, um terminal é aberto e o seguinte comando é digitado:
lsblk
para listar os dispositivos de bloco disponíveis
A saída do comando acima pode ser como mostrado a seguir, onde sda e sdb são pendrives e mmcblk0 é um dispositivo embutido de armazenamento contendo o sistema Arch Linux sendo usado para a escrita deste tutorial:
sda            8:0    1 14.6G  0 disk 
├─sda1         8:1    1  747M  0 part 
└─sda2         8:2    1   84M  0 part 
sdb            8:16   1  7.3G  0 disk 
└─sdb1         8:17   1  7.3G  0 part 
mmcblk0      179:0    0 29.1G  0 disk 
├─mmcblk0p1  179:1    0  512M  0 part /boot/efi
├─mmcblk0p2  179:2    0    2G  0 part [SWAP]
└─mmcblk0p3  179:3    0 26.6G  0 part /
mmcblk0boot0 179:8    0    4M  1 disk 
mmcblk0boot1 179:16   0    4M  1 disk
O próximo passo pode ser muito perigoso. O usuário deve ter certeza sobre o dispositivo correto no qual a imagem ISO será armazenada; caso contrário, dados importantes podem ser perdidos se um dispositivo errado for selecionado. Neste tutorial, assume-se que a imagem ISO será armazenada em sda e o systema Arch Linux final será instalado em sdb. Assumindo sda como o dispositivo de bloco correto, sua tabela de partição deve ser apagada:
wipefs --all /dev/sda
para limpar o esquema de partição do dispositivo de bloco
Há pelo menos três maneiras de efetivamente copiar o arquivo ISO para o disco, a saber: usando dd, cat e cp. O último é preferível aqui por motivo de simplicidade e segurança:
cp arch.iso /dev/sda
para finalmente copiar o arquivo para o dispositivo
Tudo deve estar correto até o momento. O computador deve agora ser reiniciado e o setup da placa mãe ser acionado, geralmente usando a tecla F2.
Iniciando a partir do pendrive de instalação do Arch Linux
A fim de iniciar a partir do pendrive, é necessário configurar a BIOS para reconhecer a porta USB como primeira opção na sequência de boot. Além disso, uma importante escolha deve ser feita em relação ao processo de boot. As opções podem ser: MBR (Master Boot Record) ou UEFI (Unified Extensible Firmware Interface). Essas duas opções estão geralmente presentes na maioria dos setups, mas computadores mais recentes estão seguindo a tendência de abandonar o uso de MBR. Este texto vai mostrar como instalar o Arch Linux de acordo com o padrão UEFI. A instalação MBR pode ser encontrada neste link.
Configurando o layout de teclado
Depois de fazer a escolha e efetivamente entrar no sistema de instalação do Arch Linux, um terminal deve aparecer. O usuário deve realizar alguns testes sobre o teclado. Se algumas teclas se mostrarem estranhas, é necessário mudar o layout do teclado.
Para ver os layouts disponíveis:
ls -R /usr/share/kbd/keymaps
-R ⇒ recursivo ⇒ para mostrar todos os arquivos em todos os diretórios e subdiretórios
Para refinar a busca para o layout brasileiro, como um exemplo:
ls -R /usr/share/kbd/keymaps | grep "br"
para obter arquivos e diretórios tendo a palavra "br"
Agora, é hora de carregar as teclas apropriadas:
loadkeys br-abnt2
para estabelecer o layout para os brasileiros
Verificando o padrão de boot correntemente em uso
A fim de confirmar se MBR ou UEFI está sendo usado, uma tentativa de listar as variáveis EFI é feita:
ls /sys/firmware/efi/efivars
para tentar listar arquivos e diretórios, se houver
Se a saída não for vazia, o esquema UEFI está sendo usado, e o processo de instalação pode continuar.
Preparando a conexão com a internet
Em primeiro lugar, os dispositivos de internet devem ser listados da seguinte maneira:
ip link
para listar os dispositivos de internet disponíveis
Geralmente, a saída mostra estes dispositivos:
1: lo => este é o dispositivo loopback, usualmente o localhost
2: eth0 => este é o dispositivo ethernet (às vezes chamado de enp1s0)
3: wlan0 => este é o dispositivo wifi (às vezes chamado de wlp1s0)
O sistema de instalação do Arch Linux já está preparado para usar a internet de imediato, contanto que o computador esteja conectado a um cabo ethernet, caso em que o dispositivo chamado eth0, por exemplo, está protamente configurado. Se esse for o caso, uma tentativa de requisitar algum servidor web é feita, a fim de ver se a conexão está funcionando apropriadamente:
ping www.google.com
para testar se há qualquer conexão com a internet
Em vez disso, se o usuário quiser uma conexão WIFI, é possível usar o programa iwctl para o setup:
iwctl
para executar o programa "internet wireless control"
O programa iwctl é muito intuitivo. No seu prompt de commando, o usuário deve digitar "help" seguido de um "enter". A seguinte sequência comum de instruções é suficiente para a maioria das conexões WIFI, assumindo que o dispositivo de internet é chamado de wlan0:
1) device list
2) station wlan0 scan
3) station wlan0 get-networks
4) station wlan0 connect SSID
5) station wlan0 show
6) quit
Uma vez mais, requisições são enviadas a algum servidor:
ping www.google.com
para verificar se a conexão está funcionando corretamente
A conexão deve estar ótima.
Ajustando o relógio
Sem dúvida, manter o relógio do systema e do hardware configurado apropriadamente é crucial. Os seguintes comandos são suficientes para ajustar o relógio, mas eles terão que ser executados uma vez mais perto do fim do processo de instalação:
timedatectl status
para ver o status corrente
timedatectl set-ntp true
para sincronizar o relógio através da rede
timedatectl list-timezones
para listar os fusos horários disponíveis
timedatectl set-timezone America/Fortaleza
para escolher o fuso horário desejado
timedatectl status
para checar se tudo está correto
Particionando os discos
Quando se trata de partitionar os discos, cuidado é de extrema importância. Para a instalação UEFI, três partições devem ser criadas, e o programa fdisk será usado para esta tarefa. Primeiramente, fdisk é usado para listar os dispositivos capazes de serem particionados:
fdisk -l
para listar os dispositivos particionáveis
A saída do comando acima pode ser:
Disk /dev/mmcblk0: 29.12 GiB, 31268536320 bytes, 61071360 sectors
Units: sectors of 1 * 512 = 512 bytes
Sector size (logical/physical): 512 bytes / 512 bytes
I/O size (minimum/optimal): 512 bytes / 512 bytes
Disklabel type: gpt
Disk identifier: 2E295736-8C6D-0443-B8F5-7F10194510B2

Device           Start      End  Sectors  Size Type
/dev/mmcblk0p1    2048  1050623  1048576  512M EFI System
/dev/mmcblk0p2 1050624  5244927  4194304    2G Linux swap
/dev/mmcblk0p3 5244928 61071326 55826399 26.6G Linux filesystem


Disk /dev/sda: 14.59 GiB, 15664676864 bytes, 30595072 sectors
Disk model: Cruzer Blade    
Units: sectors of 1 * 512 = 512 bytes
Sector size (logical/physical): 512 bytes / 512 bytes
I/O size (minimum/optimal): 512 bytes / 512 bytes
Disklabel type: dos
Disk identifier: 0x46a6eddb

Device     Boot   Start     End Sectors  Size Id Type
/dev/sda1  *         64 1529855 1529792  747M  0 Empty
/dev/sda2       1529856 1701887  172032   84M ef EFI (FAT-12/16/32)


Disk /dev/sdb: 7.26 GiB, 7798784000 bytes, 15232000 sectors
Disk model: Cruzer Blade    
Units: sectors of 1 * 512 = 512 bytes
Sector size (logical/physical): 512 bytes / 512 bytes
I/O size (minimum/optimal): 512 bytes / 512 bytes
Disklabel type: dos
Disk identifier: 0xe73fab8e

Device     Boot Start      End  Sectors  Size Id Type
/dev/sdb1        2048 15230975 15228928  7.3G  7 HPFS/NTFS/exFAT
Naturalmente, para este tutorial, o dispositivo a ser particionado não é sda, porque ele é onde o sistema de instalação do Arch Linux está armazenado e sendo executado justamente agora. Em vez disso, o sistema será instalado em sdb, e este dispositivo deve aparecer no seguinte comando:
fdisk /dev/sdb
para selecionar o dispositivo USB a ser particionado
O usuário deve ser cuidado para não usar o comando w (WRITE) até que o comando p (PRINT) mostre uma tabela de partição muito clara e correta. Estas instruções resolvem a maioria dos problemas:
1)      m => para ajuda
2)      g => para criar uma nova tabela de partição GPT
3)      n => para criar uma nova partição
3.1)        number => default (1)
3.2)        first sector => default
3.3)        last sector => +512M
4)      t => para escolher o tipo da partição
4.1)        number => 1
4.2)        type => uefi
5)      n => para criar uma nova partição
5.1)        number => default (2)
5.2)        first sector => default
5.3)        last sector => +2G (for most cases)
6)      t => para escolher o tipo da partição
6.1)        number => 2
6.2)        type => swap
7)      n => para criar uma nova partição
7.1)        number => default (3)
7.2)        first sector => default
7.3)        last sector => ENTER => to use all the remaining space
8)      t => para escolher o tipo da partição
8.1)        number => 3
8.2)        type => ext4
9)      p => para imprimir a recém desenhada tabela de partição
10)     w => SE TUDO ESTIVER COMPLETAMENTE OK!
Aqueles comandos criam três partições: sdb1, sdb2 e sdb3. A primeira partição conterá alguns arquivos relacionados ao bootloader, que é o programa responsável pela inicialização da kernel do Linux. A segunda partição será usada como um espaço "swap", que é usado para liberar a RAM quando ela está sendo pesadamente usada. Finalmente, a terceira partição é onde o sistema reside.
Formatando os discos
A fim de que as partições sejam usadas, elas precisam ser formatadas, isto é, elas precisam receber uma estrutura de sistema de arquivos. A primeira partição, a partir de agora chamada partição EFI, será formatada como FAT32, um sistema de arquivos muito popular no mundo do Sistema Operacional Windows. A segunda partição será apropriadamente formatada e será nomeada SWAP, e a terceira partição será formatada como EXT4, que é um sistema de arquivos muito popular no universo do Linux. Aqui estão os comandos:
mkfs.fat -F 32 -n EFI /dev/sdb1
para formatar sdb1 como FAT32 e nomeá-la como EFI
mkswap -L SWAP /dev/sdb2
para formatar sdb2 como swap and nomeá-la como SWAP
mkfs.ext4 -L ROOT /dev/sdb3
para formatar sdb3 como EXT4 e nomeá-la como ROOT
Montando os discos
É fortemente aconselhável que as partições sejam montadas na seguinte ordem:
mount /dev/sdb3 /mnt
para montar sdb3, que é a partição ROOT
swapon /dev/sdb2
para montar sdb2, que é a partição SWAP
mount /dev/sdb1 /mnt/boot/efi
para montar sdb3, que é a partição ROOT
Agora, é importante ver se as partições estão montadas corretamente:
lsblk | grep "sdb"
para listar os dispositivos de bloco contendo a palavra "sdb"
Instalando os pacotes básicos
Os pacotes escolhidos para serem instalados neste texto estão muito além do mínimo necessário para rodar o Arch Linux. De fato, eles representam uma combinação que se adequa às necessidades da maioria dos usuários de desktop. Uma breve descrição deles é:
  1. linux => modulos e kernel do Linux
  2. linux-firmware => arquivos de firmware para o Linux
  3. intel-ucode => imagem de atualização de microcódigo para CPUs Intel
  4. amd-ucode => imagem de atualização de microcódigo para CPUs AMD
  5. base => conjunto mínimo de pacotes para definir uma instalação básica do Arch Linux
  6. grub => GNU Grand Unified Bootloader
  7. efibootmgr => aplicação Linux em espaço de usuário para modificar o gerenciador de boot EFI
  8. nano => editor de texto melhorado
  9. sudo => aplicação que dá ao usuário a habilidade de executar alguns comandos como root
  10. xorg => servidor de display mais popular entre usuários Linux
  11. lxdm => Lightweight X11 Display Manager
  12. lxqt => um ambiente de desktop contruído sobre Qt que parcialmente usa componentes Razor-qt e LXDE
  13. oxygen-icons => The Oxygen Icon Theme
  14. networkmanager => gerenciador de conexão de rede e aplicações para o usuário
  15. nm-connection-editor => ambiente gráfico para o editor de conexões do NetworkManager
  16. network-manager-applet => applet para gerenciar conexões de rede
Então, o comando para instalar os pacotes é:
pacstrap /mnt linux linux-firmware intel-ucode amd-ucode base grub efibootmgr nano sudo xorg lxdm lxqt oxygen-icons networkmanager nm-connection-editor network-manager-applet
para instalar um monte de pacotes necessários para se ter um sistema completamente funcional
Definindo as partições a serem montadas automaticamente pelo sistema
Quando o Linux inicia, algumas partições podem ser iniciadas automaticamente, e estas partições precisam ser declaradas em um arquivo chamado fstab, localizado em "/mnt/etc". Além disso, no caso das partições criadas durante esta instalação, é exigido que elas sejam montadas automaticamente a cada startup do sistema. Aqui está o comando que gera um arquivo fstab apropriado:
genfstab -U /mnt > /mnt/etc/fstab
para criar o arquivo fstab, onde as partições montadas automaticamente devem aparecer
É importante ver o conteúdo do arquivo e checar se sdb1 (EFI), sdb2 (SWAP) e sdb3(ROOT) estão lá:
nano /mnt/etc/fstab
para checar se EFI, SWAP e ROOT estão escritos em fstab
Entrando no recém instalado sistema
Os arquivos necessários do sistema já estão instalados. Assim é hora de deixar o ambiente de instalação, usando o comando chroot, que permite ao usuário entrar no novo sistema como root e usar as aplicações do sistema, embora a kernel em uso seja ainda aquela do sistema de instalação. Aqui está o comando:
arch-chroot /mnt
para começar a usar as aplicações recém instaladas
Ajustando a senha do root e criando um novo usuário
O usuário root, que é o usuário com os maiores privilégios, já está presente. Entretato, sua senha precisa ser ajustada. O seguinte comando realiza o trabalho:
passwd root
para ajustar a senha do root
O root deve ser usado somente em tarefas muito excepcionais e específicas, e com o máximo cuidado. Portanto, é obrigatório criar um usuário que possa ter privilégios do root quando necessário. Para criar um usuário chamado, por exemplo, myuser, é executado o comando useradd, com o parâmetro m para também criar um diretório padrão para este usuário:
useradd -m myuser
para criar o novo usuário chamado myuser e uma pasta pessoal para ele
Para ajustar a senha do novo usuário:
passwd myuser
para ajustar a nova senha
Agora, para tornar o usuário capaz de ter privilégios do root, aquele deve ser incluído em um arquivo especial chamado sudoers. Para abrir o arquivo:
nano /etc/sudoers
para abrir o arquivo contendo eventuais super usuários
Naquele arquivo, a palavra root deve ser localizada, e, após as mudanças, deve aparecer algo assim:
root ALL=(ALL) ALL
myuser ALL=(ALL) ALL
Depois de salvar as mudanças no arquivo sudoers, o usuário myuser será capaz de ter privilégios do root, ao usar a aplicação sudo, que foi instalada em uma seção anterior.
Dando nomes ao sistema
O sistema deve receber um nome. Assumindo que o nome é my-arch-linux, ele deve ser escrito no arquivo chamado hostname:
nano /etc/hostname
para dar um nome ao sistema
O arquivo acima deve conter o seguinte nome, ou outro mais específico:
my-arch-linux
Agora, o arquivo hosts deve ser editado e conter as linhas mostradas imediatamente depois do comando:
nano /etc/hosts
para associar nomes ao sistema
O conteúdo do arquivo hosts deve se parecer com isto:
127.0.0.1       localhost
::1             localhost
127.0.1.1       my-arch-linux
Em um navegador, quando o usuário digita localhost, o navegador deve ir para 127.0.0.1, e quando o usuário digita my-arch-linux, o navegador deve ir para 127.0.1.1. Os nomes e endereços em hostname e hosts dependem de usos específicos do sistema. Por exemplo, se ele é um servidor hospedando um website chamado www.example.com, ele deve receber um nome igual ao do website.
Instalando e configurando o bootloader
Esta é a parte mais delicada do processo de instalação. Há, pelo menos, três bootloaders bastante conhecidos aptos a serem instalados aqui: GRUB, SYSLINUX e REFIND. Atualmente, GRUB é o mais comum e sofisticado, embora complicado e às vezes problemático. Por motivo de popularidade, GRUB será usado nesta instalação. Para mais informações sobre as diferenças entre os bootloaders, e sua respectiva instalação, é recomendado visitar este link.
Uma vez mais, os dispositivos de bloco (discos) serão checados:
lsblk | grep sdb
para listar os dispositivos de bloco a serem usados nesta instalação
Agora, o usuário deve checar se o diretório /boot/efi existe. Se ele aparecer na saída do comando lsblk, tudo está correto. Se ele não aparecer, o diretório /boot/efi deve ser criado através do comando mkdir -p /boot/efi e a partição relacionada deve ser montada através do comando mount /dev/sdb1 /boot/efi. A instalação pode continuar somente se a partição /dev/sdb1 estiver monstada em /boot/efi.
O seguinte comando instala o bootloader em /boot/efi
grub-install --target=x86_64-efi --bootloader-id=GRUB --efi-directory=/boot/efi
para instalar o bootloader na partição EFI montada em /boot/efi
A identificação do bootloader é GRUB ou qualquer que seja, e ela aparecerá no programa de setup da placa mãe (BIOS).
O bootloader GRUB tem um utilitário que cria o arquivo de configuração:
grub-mkconfig -o /boot/grub/grub.cfg
para gerar o arquivo de configuração do GRUB
A saída do comando anterior é relevante. Ela deve mostrar algum texto confirmando que alguns arquivos (como a kernel) estão encontrados. Essa saída não pode ser vazia.
É muito provável que tudo esteja corretamente configurado até agora. Então, está mais do que na hora de preparar o computador para ser desligado, de acordo com os seguintes passos:
exit
para deixar o recém instalado sistema e voltar para o sistema de instalação do Arch Linux
shutdown -h now
para deixar o sistema de instalação do Arch Linux e desligar o computador
Com o computador desligado, o meio de instalação (no caso deste tutorial, um pendrive) deve ser removido e então o computador ser ligado. Logo após ligar o computador, é necessário acessar o setup da placa mãe para ajustar a correta sequência de boot: o disco onde o novo sistema está instalado deve ser o primeiro na prioridade de boot. Deve ser lembrado que este texto instrui como instalar o Arch Linux por meio do padrão UEFI. Assim, ao ajustar a BIOS, opções como "legacy" ou "MBR" devem ser evitadas.
Finalmente, o sistema é capaz de ser iniciado suavemente. Depois de digitar o usuário (preferencialmente, o usuário myuser) e a senha, os seguintes comandos devem tornar o usuário capaz de conectar a internet e entrar no ambiente de desktop.
No prompt de comando, alguns serviços precisam ser habilitados. O primeiro é o serviço que gerencia a internet:
systemctl enable NetworkManager.service
para fazer o gerenciador de internet ser iniciado automaticamente
O segundo serviço é o gerenciador de tela, que é responsável por carregar o ambiente gráfico:
systemctl enable lxdm.service
para fazer o Light X Display Manager ser iniciado automaticamente
reboot
para reiniciar o sistema de forma que o usuário seja agora capaz de fazer o login no ambiente gráfico
Isso é tudo, por enquanto. Configurações adicionais relativas ao recém instalado Arch Linux são encontradas no próximo tutorial. Aliás, as coisas são muito mais simples de agora em diante, visto que o usuário pode se beneficiar das facilidades providas pelo ambiente de desktop chamado LXQT.